A política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva será mantida se o ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, for eleito, afirmou na sexta-feira o candidato a vice-presidente na chapa do tucano, Indio da Costa (DEM). O deputado federal licenciado disse que, como a atuação de Lula na economia é uma consequência do que foi feito por Fernando Henrique Cardoso, Serra fará apenas algumas mudanças nas políticas sociais. "Vamos também ampliar o Bolsa Família. Aqui no Rio são atendidas 694 mil pessoas e temos mais 1,45 milhão de pessoas aguardando. Nossa expectativa é passar de 1,5 milhão de beneficiados no estado. Além disso, trabalharemos para identificar as dificuldades destas famílias, já que muitas não têm acesso a saneamento básico, à saúde e a remédios", disse ao Jornal do Commercio. Ele declarou que não tem intenção de assumir nenhum ministério em um possível governo Serra e afirmou que seu trabalho será contribuir com o presidente e com todos os ministérios. "Pretendo, sobretudo, representar o Rio de Janeiro, onde já fui vereador, deputado federal e secretário municipal de Administração. Meu foco será atuar em defesa do concurso público e do servidor público." Indio da Costa disse que não haverá rivalidade com governadores e prefeitos de outros partidos. Segundo ele, a proposta de Serra é atuar ao lado de todos os eleitos. "Entendemos que é por meio deles que faremos boas parcerias para que o população receba os melhores serviços." Como José Serra foi ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso, esta será uma das áreas em que o candidato estará mais comprometido se eleito. Indio da Costa ressaltou a criação dos medicamentos genéricos, que aumentaram o acesso da população aos remédios, que são mais baratos. Ele comentou, porém, que apenas os genéricos não são suficientes. "Precisamos aumentar a oferta de medicamentos no setor público para aqueles que não têm dinheiro para comprar. Também queremos reduzir as filas para exames e consultas nos hospitais e postos de saúde." O candidato a vice-presidente declarou que os cariocas e fluminenses precisam de atenção especial do próximo governo. "Ultimamente, o presidente Lula tem visitado muito o estado, mas ainda faltam investimentos. Os hospitais continuam com filas, as universidades têm problemas, uma grande parte do hospital do Fundão não funciona e a Farmácia Popular precisa ser expandida." Ainda na área da saúde, ele afirmou que, ao lado de Serra, pretende levar para o Brasil inteiro um programa que já deu certo em Curitiba e em São Paulo - o Mãe Brasileira. O programa vai dar acesso ao pré-natal a todas as gestantes, que terão direito às consultas e exames necessários para terem seus filhos com tranquilidade e qualidade de atendimento, segundo ele. Esse acompanhamento vai se estender até o momento em que a criança tiver sua primeira consulta com o pediatra. Outro ponto fundamental da campanha, frisou, é a criação do Ministério da Segurança Pública, cujo objetivo é barrar a entrada de armas ilegais e de drogas no País. "É preciso fazer com que o narcotráfico fique do outro lado da fronteira e não haja esse confronto próximo aos cidadãos, como há atualmente", disse. De acordo com Indio da Costa, projetos como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), do governo do Estado do Rio de Janeiro, vão ter total apoio do governo.
|